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Analista de risco: o que faz, como ser um e mais informações sobre a função

Por 5 de agosto de 2020 setembro 25th, 2020 Nenhum comentário
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Já viu um anúncio de vaga de analista de risco e ficou na dúvida se poderia se candidatar? Ou você já atua na área, mas quer entender os motivos que fazem esta função ainda ser tão fundamental para um ambiente digital mais seguro?

Neste artigo, vamos explicar o que exatamente faz um analista de risco, em especial o analista ou assistente de risco de prevenção à fraude, que é o mercado de atuação da Konduto. No fim também temos algumas dicas para quem não quer só ingressar, como também progredir nesta carreira.

O que faz um analista de risco de prevenção à fraude?

Basicamente, este profissional indica se a compra realizada em uma loja virtual deve ser aprovada ou não pelo lojista. Uma grande responsabilidade em tempos nos quais o e-commerce brasileiro avança ano após ano – mas a atividade fraudulenta acompanha este crescimento.

Na Konduto, antifraude para e-commerces e pagamentos digitais, o analista de risco interpreta e correlaciona as informações dos pedidos feitos em comércios eletrônicos dos mais diversos segmentos. Há também várias empresas que possuem o próprio time interno de revisão, sem fornecedor externo, ou aquelas que contratam apenas o sistema de inteligência artificial de um antifraude (você já vai entender isso).

Bem, essa revisão dos pedidos que os analistas realizam pode ser feita a partir de ferramentas próprias ou externas (como banco de dados, conhecidos como bureaus ou birôs) e inclusive fazendo contato telefônico, quando necessário, seja com o comprador do pedido ou então com o titular do cartão de crédito utilizado, no caso de uma transação em que cliente e portador do cartão sejam pessoas diferentes, o que costuma acontecer.

Na Konduto, oferecemos a mais de 4 mil clientes um sistema antifraude que usa machine learning e inteligência artificial e calcula em segundos mais de 2 mil variáveis sobre um pedido (dados cadastrais, informações de fingerprint, compras recentes feitas pelo usuário, dados de pagamento, informações sobre comportamento de navegação, dentre muitas outras). A partir disso, o sistema aponta o “tamanho do perigo” de cada transação.

Mas, mesmo com toda essa velocidade e volume de informação da análise automática, a chamada revisão manual do time de risco (que oferecemos a clientes do Plano Completo) aparece como uma última tentativa de aprovar determinado pedido negado pelo algoritmo. Afinal, um antifraude não deve simplesmente recusar qualquer compra minimamente suspeita (o que pode evitar vendas “boas”), mas sim ajudar o e-commerce a faturar mais diante do menor risco possível.

Ok, mas como funciona essa tal de revisão manual?

Trata-se do processo em que o analista executa algumas tarefas que a tecnologia não faz, como procurar informações sobre o cliente em sites de busca ou redes sociais ou até mesmo entrar em contato com o comprador para checar alguns dados. Uma vez munido de todas as informações necessárias, o analista fica apto a tomar uma decisão holística, analisando o todo.

Avançando um pouco mais no que começamos a explicar na resposta da primeira pergunta, o que o sistema de inteligência artificial apresenta em segundos é um score de fraude – um número ou nota gerado a partir da análise de todas aquelas milhares de variáveis que indica a propensão de um pedido ser, ou não, fraudulento. Trata-se, portanto, de uma probabilidade.

Este score é uma variável importante na avaliação e análise, mas muitas vezes não deve ser o único parâmetro para a tomada de decisão sobre um pedido, já que podemos ter pedidos bons com scores maiores (portanto mais perigosos) ou vice-versa, seja por conta da região de entrega, do tipo de mercadoria, dentre outras variáveis. Isso sem falar na chamada “zona cinzenta”, quando o algoritmo dá um score intermediário e pode deixar a gente indeciso.

São nestas situações que entra o nosso time de analistas. Respeitando o SLA (prazo) de cada segmento (um e-commerce de passagens precisa de uma resposta muito mais veloz do que um de roupas, para ficar só em um exemplo), ele foca na análise e nas tentativas de contato afim de tomar a melhor decisão sobre o pedido – na intenção de “tirar a dúvida” do sistema automático e de quebra oferecer a melhor experiência ao e-commerce que usa a ferramenta.

Em muitos casos este contato é feito por ligação telefônica. Neste cenário, o analista precisa ter um alto nível de atenção e habilidade, que vai muito além de apenas validar os dados cadastrais do comprador pelas informações disponíveis nos birôs (muitas vezes o fraudador também possui estes dados).

O profissional de risco inclusive vai desenvolvendo habilidades que apontam como o criminoso pode se revelar (desde alteração no tom de voz, passando por barulho ambiente e até o uso do blefe sobre alguns dados). Se você quiser saber mais sobre este assunto, leia 3 dicas de ouro para fazer uma revisão manual maravilhosa.

Ah, e outro ponto fundamental dos analistas e da equipe de risco como um todo é ajudar na calibragem do sistema de machine learning. Na Konduto, alguns profissionais são responsáveis por avaliar as decisões automáticas pós-fato, validando se elas foram corretas ou não e retroalimentando o sistema com estas informações.

O que diferencia o analista de risco do analista de crédito?

A diferença básica é que o objetivo de um analista de crédito é avaliar e decidir se o tomador do crédito tem condições de arcar com o compromisso solicitado (via um produto/serviço ou em espécie).

Basicamente a dinâmica da atividade consiste na checagem dos dados e informações passadas na proposta, validando em birôs, em órgãos de proteção ao crédito (Serasa, SCPC, CDLs) e confirmações em sistemas e em entrevistas (inclusive com referências de pessoas e locais de trabalho). Algo bem “manual”, assim como o processo no risco.

Há quem diga que o analista de crédito é quem tem a chave do cofre da empresa. Portanto, a cada aprovação é como se este abrisse o cofre, pegasse a quantia aprovada e desse na mão de outra pessoa, nos termos e condições combinadas. Ao mesmo tempo, o analista de risco de prevenção à fraude é capaz de evitar que os lojistas sofram grandes perdas financeiras com compras ilegítimas e chargebacks.

Outro ponto importante nesta comparação: como mostramos neste artigo, CPF negativado não garante risco de fraude – em 2017, quase 40% dos brasileiros estavam com nome sujo, mas não havia 40% de fraudes na internet…

Que faculdade devo cursar para atuar na prevenção à fraude?

Essa é uma grande particularidade da área, uma vez que não existem cursos acadêmicos e nem extracurriculares sobre fraudes na internet e como evitá-las. Quem entra neste mercado tem backgrounds diversos e quem se torna especialista muitas vezes não é porque fez um curso dedicado a isso.

O tema é tão interessante que fizemos um webinar especial apenas para discutir os desafios da carreira de análise e gestão de risco. Participaram da conversa Mari Soto, que se formou em relações públicas, mas é coordenadora de prevenção à fraude no EBANX, Ligia Pires, que foi DJ e produtora de rádio, mas hoje é gerente de fraude na OLX, e Pedro Duff, engenheiro de software por formação e hoje coordenador de fraude na Pagar.me.

Sim, você pode fazer carreira na área de prevenção à fraude. Na Konduto temos assistentes, analistas, líderes, supervisor e coordenador de risco. Outras empresas possuem especialistas, gerentes, diretores de risco e por aí vai…

O trio do webinar compartilhou algumas dicas que foram fundamentais para eles progredirem na área: perfil comunicativo, curiosidade, conhecimentos em análise de dados e programação, estudo de materiais relacionados à prevenção à fraude e compartilhamento de informações com os líderes e especialistas. Cadastre-se aqui para assistir ao webinar na íntegra e gratuitamente!

Mas tem alguma sugestão de curso?

A quem se interessa em evoluir em análise de dados e programação, a sugestão são cursos de Excel/SQL ou de ferramentas mais avançadas, como Python e R. Mas evidentemente não é necessário dominar todos para ser analista.

Há também cursos técnicos de programação e data science oferecidos por empresas como Alura (brasileira), Coursera, Udacity, Udemy, dentre outras. Além disso, outra sugestão é a leitura do livro The Data Sciense Design Manual, disponível on-line.

Sobre instituições educacionais “tradicionais”, a Universidade Cruzeiro do Sul (MBA em gerenciamento de risco e fraude) e a FIA (MBA de gestão de riscos de fraudes e compliance) são opções para quem deseja se especializar.

Por fim, a S2 Consultoria oferece um curso sobre técnicas de investigação, enquanto que na Conquer você encontra aulas sobre inteligência emocional – ambos os temas ajudam muito na hora de lidar com fraudadores.

Precisa saber outro idioma?

Não é o principal para ser analista de risco, segundo os especialistas, a não ser, claro, se você vai se candidatar a uma vaga que vai revisar os pedidos de uma loja estrangeira. De qualquer maneira, um bom conhecimento de inglês pode ser importante para você se aprofundar sobre ferramentas antifraude usadas em outros países, assim como artigos técnicos sobre o tema.

Mais alguma dica?

Você encontra aqui no Blog da Konduto diversos artigos, estudos e conteúdos especiais sobre prevenção à fraude. Assine também a nossa newsletter no gif abaixo para sempre ficar bem informado (a). Ah, e o mais importante: fique de olho nas nossas oportunidades de trabalho e vamos combater as fraudes juntos!

Márcio Lima de Souza

Autor Márcio Lima de Souza

Coordenador de Risco, Qualidade e CBK, na Konduto desde janeiro de 2020. Mais de 15 anos de experiência no ramo de antifraude físicas e on-line (internas e externas), trabalhou em grandes varejistas e marketplaces.

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