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Carnaval: veja como cair na folia sem cair em fraudes

Por 20 de fevereiro de 2020 Nenhum comentário

Até quem não gosta de Carnaval concorda que esta é uma das datas mais esperadas pelos brasileiros – seja para quem gosta dos bloquinhos, desfiles e afins ou mesmo para quem não quer saber da folia, mas aproveita o feriado para viajar ou descansar.

Mas os dias que deveriam ser de muita diversão infelizmente podem se tornar um pesadelo, principalmente para aqueles (as) que vão a locais com grandes aglomerações, já que os criminosos se aproveitam do clima festivo para tentar levar vantagem com uma série de golpes. Confira alguns deles na lista a seguir!

Este cartão não é meu!

O golpe da troca do cartão é um dos que mais cresce de uns anos para cá e acontece da seguinte maneira: um vendedor ambulante mal-intencionado entrega a maquininha de cartão sem digitar o valor da compra e o consumidor coloca a senha, sem se tocar de que ela ficou visível.

Com essa informação valiosa em mãos, o golpista também aproveita algum outro momento de distração da vítima ou usa algum truque para devolver um cartão diferente – muitas vezes da mesma bandeira, o que nem gera desconfiança do portador. A pessoa muitas vezes demora horas para perceber o que houve – teve gente que levou um prejuízo de R$ 9 mil!

Evitar este golpe é simples: preste atenção ao realizar compras, independente do lugar em que estiver. “Fique sempre atento ao seu cartão e confira a devolução. Veja se os números da sua senha estão aparecendo na tela quando você a digita. Isso não pode acontecer”, alerta Walter de Faria, diretor adjunto de operações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), lembrando ainda que o campo de senha nas maquininhas mostra apenas asteriscos. Leia mais dicas da entidade aqui.

Ainda as maquininhas…

Trocar o cartão do consumidor não é a única forma que criminosos que se passam por comerciantes utilizam para praticar golpes, especialmente em momentos como o Carnaval.

Uma outra fraude comum é digitar o valor errado na maquininha no momento da compra. O folião, desatento, não percebe que a cerveja pela qual ele pagaria R$ 5 na verdade está custando R$ 50, R$ 500 ou quem sabe até R$ 5.000 e conclui a transação!

Isso sem falar da tela quebrada. Neste caso, o golpista afirma que sofreu uma queda ou algum outro acidente que deixou o visor da maquininha dele quebrado. Alguém pode cair no papo e concluir uma compra sem estar vendo o valor que o vendedor digitou.

Ah e tem também a “compra dupla”, que acontece quando o vendedor espertalhão alega que o cartão não passou e manda o cliente digitar a senha novamente em outro dispositivo.

Mais uma vez, a dica aqui é prestar bastante atenção quando fizer uma compra física com cartão no meio da folia.

O celular tem tudo o que é seu!

É a triste realidade: roubos e furtos de celular disparam em períodos como o Carnaval. Quando isso acontece, a vítima costuma imediatamente avisar a operadora de telefonia e, em alguns casos, registrar boletim de ocorrência.

A Febraban, porém, alerta que as pessoas não podem se esquecer de também comunicar o ocorrido ao banco. Se o criminoso consegue desbloquear o aparelho, ele pode ter acesso a eventuais blocos de notas ou mensagens que contenham dados de cartão ou senhas e em pouco tempo acessar livremente o aplicativo da instituição.

“É importante que a pessoa entre em contato com o banco para comunicar o roubo do celular assim que perceber que não está mais com o aparelho”, explica Walter de Faria, da Febraban. “Assim, a instituição financeira bloqueará a conta e impedirá que os bandidos realizem qualquer operação”.

O golpe das festas

Neste aqui, a vítima recebe uma mensagem com um “convite” para ir a uma super festa de Carnaval organizada por uma celebridade. O que ela precisa fazer para garantir presença? Apenas informar os números que vai receber via SMS em alguns instantes.

O problema é que o código na verdade é o número de segurança de ativação do Whatsapp. Com ele em mãos, o golpista consegue “sequestrar” a conta da pessoa no aplicativo. O passo seguinte é acionar a lista de contatos da vítima e, passando-se por ela, inventar uma série de desculpas para pedir empréstimos financeiros.

Infelizmente teve muita gente caindo neste golpe do ano passado para cá. Uma dica de segurança é habilitar a autenticação de dois fatores no Whatsapp – além, é claro, de suspeitar se a Xuxa realmente te chamaria para um evento dela do nada.

Desconfie, preste atenção, informe-se…

Não é porque é Carnaval que tudo é festa. Existem quadrilhas que se preparam especialmente para agir em um dos feriados mais queridos do país.

Vale reforçar que um pouquinho de atenção seria suficiente para que muitos golpes listados acima, especialmente os que envolvem compra física com o cartão, fossem evitados.

“Ah, mas no fim o banco vai me reembolsar”. Nananinanão. A Justiça inclusive tem dado ganho de causa às instituições em processos nos quais fica comprovado que os criminosos usaram cartões com chip por negligência ou desleixo do portador.

Diante de tudo isso, é muito mais fácil não ter dores de cabeça, ficar ligado nos golpes que acontecem na praça e compartilhar dicas com os seus conhecidos para que todo mundo caia na folia sem cair em fraudes, certo?

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Eduardo Carneiro

Autor Eduardo Carneiro

Eduardo é jornalista formado pela Cásper Líbero e trabalhou em sites como Gazeta Esportiva, Terra e UOL ao longo da carreira. Na Konduto desde junho de 2019, escreve sobre as novidades do mundo da fraude e arrisca imitações de celebridades.

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