Por
Felipe Held
5 minComments

PF investiga fraudes de até R$ 300 mil e deflagra Operação Chargeback

Polícia Federal prendeu suspeitos que realizavam golpes em cidades do Tocantins

car-pf *Foto: Polícia Federal/Reprodução

A Polícia Federal deflagrou na última semana a Operação Chargeback, destinada a investigar crimes de compras fraudulentas realizadas em lojas virtuais. A PF mobilizou mais de 50 policiais, que realizaram o cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva, 12 de busca e apreensão e mais três de condução coercitiva. Há suspeitas de que a quadrilha tenha causado um prejuízo de até R$ 300 mil a e-commerces.

Esta foi apenas a primeira etapa da operação, que leva o nome de um dos maiores pesadelos de quem vende pela internet: o chargeback, ou estorno do valor da compra que a loja virtual é obrigada a fazer a um cliente que não reconheceu aquela transação em sua fatura no cartão de crédito. Hoje em dia, estima-se que 1 a cada 30 tentativas de compras na internet seja de origem fraudulenta. Um e-commerce considerado saudável não pode permitir que a taxa de chargebacks seja superior a aproximadamente 1% do faturamento total.

Leia também
Golpistas usam cartões quebrados para fraudes de até R$ 35 mil
Fraude nos EUA: criminosos enviam produtos para a casa das vítimas
Não fale perto da sua TV. Ela pode ser uma espiã!

Esta primeira etapa da operação ocorreu nas cidades de Palmas e de Porto Nacional, no Tocantins. De acordo com a PF, as investigações tiveram início depois da prisão de um dos integrantes da organização criminosa, em janeiro. O suspeito foi detido em flagrante, quando tentava retirar uma mercadoria em uma agência dos Correios.

O modus operandi da quadrilha seguia à risca as características mais comuns de uma compra fraudulenta na internet: eles obtinham ilegalmente os dados pessoais e de cartão de crédito das vítimas, realizavam compras na internet e inseriam um endereço inexistente para a entrega. Como os Correios não localizavam o local mencionado no pacote, a mercadoria retornava à agência. Os criminosos, então, se dirigiam à agência e ali retiravam o produto que havia sido comprado legalmente. Em alguns casos, laranjas chegaram a ser usados para receberem as entregas na residência.

“Ficou constatado que, após receberem o material, eles o colocavam novamente à venda na internet, em sites de relacionamentos, via aplicativos de telefone ou mesmo em suas residências, com preços bem mais baixos do que haviam comprado”, informou a Polícia Federal, em comunicado oficial. “Outro serviço oferecido pela organização era a compra de passagens aéreas a preços abaixo dos oferecidos pelas diversas companhias aéreas ou sites especializados. Com os cartões clonados das vítimas, os criminosos emitiam os bilhetes aos interessados, de forma fraudulenta, com até 50% de desconto.”

Os suspeitos serão indiciados por seis crimes diferentes: falsificação de documentos, invasão de dispositivo informático alheio, furto qualificado mediante fraude, receptação, lavagem de capitais e integrar organização criminosa. De acordo com o Jornal do Tocantins, a PF suspeita que a quadrilha tenha movimentado mais de R$ 300 mil com as fraudes. Na primeira prisão, em janeiro, a Polícia Federal identificou que 50 cartões clonados foram utilizados nos crimes, mas acredita que este número deve aumentar consideravelmente depois das apreensões da última semana.

Todas as informações divulgadas pela Polícia Federal vão de encontro às revelações que nós, da Konduto, fizemos na última semana, quando publicamos nosso primeiro e-book: O submundo da fraude no e-commerce. No material, dedicamos um capítulo especialmente para ilustrar a “rotina de trabalho” de um criminoso especializado em realizado compras fraudulentas em lojas virtuais. Clique aqui para fazer o download gratuitamente do nosso e-book!

Sobre a Konduto

Somos uma startup que desenvolveu uma tecnologia inovadora para barrar fraudes no e-commerce. Analisamos como um cliente se comporta desde o primeiro momento em que acessa o seu site até o instante em que a compra é concluída e geramos em tempo real uma recomendação sobre aquela transação.

Nosso sistema também reúne informações básicas como dados cadastrais, fingerprint e geolocalização, dentre outras, e passa todos estes dados por um filtro de inteligência artificial. A venda é analisada em menos de 1s, sem prejudicar ou causar transtorno à operação do lojista. Nosso algoritmo de machine learning aprende com cada análise e evolui com o passar do tempo, reduzindo cada vez mais o número de fraudes.

Quer saber mais?

Mande uma mensagem para a gente no e-mail oi@konduto.com, teremos o prazer em ajudar!

Conecte-se com a Konduto também nas redes sociais: Linkedin, Facebook e Twitter