Por
Felipe Held
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Polícia prende quadrilha que aprendeu a fraudar com vídeos na internet

Fraudadores usavam dados pessoais como matéria-prima para fraudes on-line

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Uma quadrilha foi presa na última semana na cidade de Jaú, no interior de São Paulo, acusada de compras on-line fraudulentas. Os quatro integrantes do bando, que tinham entre 22 e 26 anos, utilizavam os dados cadastrais das vítimas como “matéria-prima” para a aplicação dos golpes e aprenderam a praticar o crime assistindo a um canal de vídeos na internet.

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As investigações começaram após uma vítima receber diversos e-mails sobre pedidos feitos em uma loja na internet: foram cinco aparelhos de telefone celular, segundo relatou o homem em entrevista ao portal G1. Um detalhe: as notas fiscais dos aparelhos continham todos os mesmos dados pessoais da vítima – apenas os cartões e o endereço de entrega eram diferentes. De acordo com o jornal Comércio do Jahu, a quadrilha pagava de R$ 50 a R$ 100 para que moradores da região aceitassem receber os produtos fraudulentos.

A primeira prisão ocorreu em 15 de setembro, e a partir daí a Polícia Civil de Jaú conseguiu identificar outros três integrantes da quadrilha. Segundo Marcelo Aparecido Tomaz Goes, titular da Delegacia de Investigações Gerais da cidade, o quarto suspeito preso confessou que aprendeu em um canal de vídeos na internet a roubar dados pessoais das vítimas e utilizá-los para fins criminosos.

Os principais itens comprados pelos fraudadores eram aparelhos eletrônicos, relógios e roupas – as peças de vestuário, aliás, eram revendidas em uma loja física de um dos suspeitos, na cidade de Guariba (também no interior de São Paulo). Os quatro integrantes da quadrilha agora responderão por associação criminosa e estelionato e podem pegar até 8 anos de prisão.

História conhecida

A dinâmica do crime investigado pela Polícia Civil de Jaú não foge nem um pouco do script clássico da fraude on-line. Criminosos obtêm dados pessoais das vítimas e, com isso, conseguem realizar compras de cartão não presente pela internet.

Segundo o G1, a quadrilha do interior paulista chegava até a solicitar cartões de crédito em nome das vítimas. Isso significa que os criminosos tinham acesso não apenas a nome e CPF das vítimas, mas a uma gama muito mais ampla de informações. A prática é tão disseminada que é possível encontrar tutoriais para fraudadores em vídeos no YouTube ou em páginas abertas em redes sociais.

Nós, da Konduto, gostamos de insistir que não é mais suficiente realizar a análise de risco de compras na internet apenas com base em dados cadastrais. O golpe que acabamos de relatar é mais uma prova disso. Há outras maneiras, muito mais eficientes, de saber se um pedido é fraudulento ou não: os dados devem ser mais uma informação para todo o conjunto a ser analisado por uma solução antifraude.

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Sobre a Konduto

Somos uma startup que desenvolveu uma tecnologia inovadora para barrar fraudes no e-commerce. Analisamos como um cliente se comporta desde o primeiro momento em que acessa o seu site até o instante em que a compra é concluída e geramos em tempo real uma recomendação sobre aquela transação.

Nosso sistema também reúne informações básicas como dados cadastrais, fingerprint e geolocalização, dentre outras, e passa todos estes dados por um filtro de inteligência artificial. A venda é analisada em menos de 1s, sem prejudicar ou causar transtorno à operação do lojista. Nosso algoritmo de machine learning aprende com cada análise e evolui com o passar do tempo, reduzindo cada vez mais o número de fraudes.

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Mande uma mensagem para a gente no e-mail oi@konduto.com, teremos o prazer em ajudar!

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