Entenda o perfil do consumidor on-line e venda mais no e-commerce

A última edição do relatório Webshoppers, com o perfil do consumidor on-line, revelou que, em 2017, mais de 55 milhões de brasileiros realizaram compras na internet. Mas isso não quer dizer que o público-alvo de qualquer loja virtual seja de exatamente 55 milhões de pessoas: isso custaria uma fortuna e geraria um monte de trabalho desnecessário.

O segredo para atrair possíveis clientes para a sua marca, e não apenas visitantes para o seu site, é conhecer o perfil médio do seu consumidor on-line. Veja a seguir como fazer isso e o que você precisa avaliar no seu planejamento:

Gênero

Há uma distribuição equilibrada entre os gêneros no mercado de e-commerce. Enquanto 50,6% dos consumidores são mulheres, 49,4% são homens. Entretanto, esses números variam muito de acordo com o negócio. Entender o que difere a sua loja e seu consumidor dos demais é o diferencial para vender mais.

É preciso avaliar os dados analíticos do seu próprio e-commerce para identificar qual é o perfil do seu consumidor on-line. Assim, você pode traçar um plano estratégico exclusivo para sua empresa.

Idade

Já nesse aspecto, algumas informações do levantamento podem surpreender. Na média geral, 30% dos pedidos são efetuados por pessoas acima de 49 anos. Esse dado desmente o que muitos empreendedores acreditam, de que a maioria dos consumidores on-line está na casa dos 30 anos.

Vale mencionar, ainda, que a idade média do consumidor on-line no Brasil é de 42,2 anos. Cerca de 37% dos pedidos são efetuados por pessoas que têm idades entre 35 e 49 anos.

Em seguida vêm os adultos entre 25 e 34 anos — com 24%. Por último, os jovens com até 24 anos, que representam 9%.

Portanto, não deixe de vender para um público específico por conta da idade. Todas as faixas etárias têm sua fatia no mercado. O importante mesmo é saber em qual faixa etária o seu e-commerce está focado e como dialogar com ela.

Demografia

A pesquisa mostra que o Sudeste abrange a maior parte dos compradores virtuais, com 63,6% dos pedidos, e está muito à frente das demais regiões do país: Sul (16,1%), Nordeste (10,9%), Centro-Oeste (6,9%) e Norte (2,5%).

Esse é um ponto importante para questões de logística. Mesmo que a região Sudeste represente um percentual maior, isso não deve desestimular o investimento em outras regiões. Existem produtos étnicos ou sazonais que podem fazer sucesso em Estados específicos.

Renda

Saber a renda familiar ajuda a compreender o perfil do consumidor on-line e suas escolhas de compra. Assim, descobrir o que desperta o interesse de cada classe social, e com que frequência as pessoas compram, pode ser o insight que faltava no seu planejamento.

De acordo com a pesquisa da Ebit, a renda familiar média do comprador no e-commerce no Brasil é de R$ 6.557. Além disso, pessoas com renda familiar acima de R$ 8.000 foram responsáveis por somente 5,5% dos pedidos totais.

Veja como ficou a divisão, de acordo com o relatório:

  • 15,0% dos consumidores têm renda familiar média de R$ 1.484 (classe E).
  • 30,4% dos consumidores têm renda familiar inferior a R$3.000 (classe D);
  • 36,8% dos consumidores têm renda familiar entre R$3.000 e R$5.000 (classe C);
  • 18,8% dos consumidores têm renda familiar entre R$5.000 e R$ 8.000 (classe A e B);

Entender melhor todas essas características é crucial para identificar qual o potencial de consumo dos clientes da sua loja virtual. Após ter em mãos dados confiáveis e atualizados não é mais necessário se guiar por estereótipos a respeito do perfil do consumidor on-line.

O estudo apresentado comprova que não são apenas os jovens e as classes mais ricas que compram pela internet. Claro, seu e-commerce tem suas particularidades e não deve ter uma comunicação padronizada, mas personalizada de acordo com os clientes específicos do negócio.

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