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Como a greve dos Correios pode elevar o número de chargebacks dos e-commerces

Por 12 de setembro de 2019 setembro 13th, 2019 Nenhum comentário

(Crédito da foto: Reprodução/Twitter Correios)

Os Correios decidiram entrar em greve por tempo indeterminado em todo o país desde a noite da última terça-feira, dia 10 de setembro. A categoria defende reajuste salarial e manutenção de alguns benefícios dos funcionários, além de manifestar contrariedade ao plano de privatização da estatal, proposto pelo governo federal.

Sem entrar no mérito do protesto, esta não foi a primeira e nem será a última paralisação dos Correios. Fato é que a suspensão dos serviços da empresa impacta diretamente o dia a dia de milhares brasileiros, como por exemplo aqueles que compram e/ou vendem on-line.

Bem, o motivo para isso na verdade é bem simples. Como fazer a entrega daquele produto que você vendeu se os Correios não estão funcionando? O resultado disso pode ser um aumento no número de chargebacks da loja virtual.

Mas o que chargeback tem a ver com isso?

Tem tudo a ver. Já falamos isso uma vez por aqui, mas não custa repetir: chargeback não significa apenas aquela compra fraudulenta que foi feita com cartão de crédito clonado. O buraco é mais embaixo.

Sim, por mais que as compras ilegítimas sejam os casos que mais preocupam os comércios eletrônicos, há pelo menos outras três modalidades de chargebacks: fraude amiga, autofraude e, no caso dos Correios que estamos analisando, desacordo comercial.

Neste último cenário, não há qualquer tipo de fraude. O cliente foi lá no seu site, navegou, escolheu um produto, efetuou o pagamento e fez o check-out. Dali a dois dias, no entanto, os Correios entram em greve e aquele prazo de entrega de, por exemplo, uma semana se transforma em um prazo indeterminado. Complicado, né?

Nos casos em que os varejistas atuam exclusivamente com os Correios, de fato, não há muito o que fazer. Porém, se você trabalha com uma malha de transportadoras, é possível contornar o problema utilizando inteligência logística, adotando um sistema de TMS (Sistema de gerenciamento de transportes) para a gestão do frete. Por meio da criação de regras de frete, a gestão das entregas fica mais flexível, viabilizando o atendimento nas regiões de abrangência, bem como a independência dos Correios.

Entendeu por que uma paralisação dos Correios pode sim elevar o número de chargebacks do e-commerce? E também vale repetir: taxa de chargebacks não é sinônimo de taxa de fraudes, ok? Caso queira se estender no tema, preparamos um quiz especial para você testar os seus conhecimentos sobre os chargebacks. E assine nossa newsletter para receber mais materiais sobre análise de risco, tecnologia e meios de pagamento!

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Eduardo Carneiro

Autor Eduardo Carneiro

Eduardo é jornalista formado pela Cásper Líbero e trabalhou em sites como Gazeta Esportiva, Terra e UOL ao longo da carreira. Na Konduto desde junho de 2019, escreve sobre as novidades do mundo da fraude e arrisca imitações de celebridades.

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