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Dicionário do antifraude: 10 expressões que você precisa saber

Por 25 de novembro de 2021 Nenhum comentário
Dicionário do antifraude 10 expressões que você precisa saber

Cada casa tem suas tradições – e cada mercado tem as suas expressões, inclusive no segmento de antifraude. Por isso, hoje eu trago um apanhado geral de 10 expressões básicas do mercado de risco para você ter sempre por perto.  

Dica: já deixe esse post favoritado, afinal, ele pode te salvar quando esquecer ou precisar explicar algo. 😉 

Nesse texto você vai entender as seguintes expressões do antifraude: 

  1. E-commerce
  2. Processo de pagamento e seus intermediadores (meios de pagamento)
  3. Fraude
  4. Chargeback
  5. Antifraude
  6. Análise automática
  7. Análise manual
  8. Inteligência artificial (e machine learning também)
  9. Comportamento de navegação
  10. SLA

E-commerce

É sempre bom começar pelo começo, por isso, é fundamental entender que o antifraude está inserido em um contexto maior, o e-commerce. 

A palavra em si é uma abreviação em inglês de comércio eletrônico. E é exatamente isso que significa: vender pela internet. Isso inclui toda transação comercial (de compra e também de venda) feita através da web usando algum equipamento eletrônico para auxiliar. 

Processo de pagamento e seus intermediadores (meios de pagamento)

Para que o cliente efetue a compra, ele precisa escolher uma forma de pagamento. Quem viabiliza a conexão junto ao e-commerce nesse momento, são os intermediadores. Também chamados de meios de pagamento entre quem trabalha com antifraude, aqui estamos falando de diferentes empresas e prestadores de serviços que contribuem para o dinheiro andar entre as partes. 

Para que você entenda melhor, funciona assim: 

processo de pagamento

A seguir, te explico cada uma dessas expressões:

  • Adquirente: o papel da adquirente é liquidar as transações financeiras por meio do cartão de crédito e débito. Quando a compra é aprovada, a adquirente é responsável por receber o dinheiro do banco e repassar ao lojista. Como a adquirente promove uma ligação entre o e-commerce e o banco sem intermediários, é importante que o lojista busque um antifraude para se proteger. Exemplos: Cielo, Rede, Stone.
  • Subadquirente: a subadquirente faz a intermediação dos pagamentos entre todas as partes envolvidas, fazendo conexão com a adquirente e com o antifraude. Exemplos: Pagar.me, PagSeguro, Mercado Pago.
  • Bandeira: as bandeiras são órgãos reguladores que determinam regras do mercado de cartão de crédito, como quantidades de parcelas em que um pagamento pode ser dividido e os estabelecimentos em que cada bandeira é aceita, nacional e internacionalmente. Exemplos: Visa, Mastercard, Elo. 
  • Bancos emissores: são os responsáveis por emitir os cartões de débito e crédito, além de conceder limites que podem ser gastos aos clientes. O banco faz a autorização de uma compra, reservando o valor na conta do consumidor e capturando a transação. Quando aprovada, também é papel da instituição financeira fazer a liquidação do valor total junto ao adquirente. Exemplos: Itaú, Bradesco, Santander, entre outros.
  • Gateway de pagamento: o papel do gateway é processar as informações no momento em que a compra é finalizada no checkout. Quando os dados da transação são transmitidos, o gateway se comunica com a adquirente que contacta o banco emissor. Quem processa o pagamento é a própria adquirente, o gateway funciona como um terminal, em que o lojista pode, em um único lugar, integrar a adquirente, antifraude e conciliadores. Exemplos: Iugu, PayPay, PayZen.

Fraude

Na sua essência, a fraude é todo ato deliberado de má fé feito com o objetivo de gerar prejuízo a outra pessoa. No contexto do antifraude, lidamos com ataques voltados tanto para as lojas virtuais, como para os clientes. Assim, uma fraude virtual ataca um e-commerce realizando uma compra de forma ilegal com cartão de crédito de terceiro ou via roubo de dados, por exemplo. Já quando o golpe é voltado ao consumidor, o fraudador induz a pessoa a fornecer informações confidenciais – é a chamada engenharia social.  

Os principais tipos de fraudes no e-commerce são: 

  • Fraude efetiva;
  • Autofraude;
  • Fraude amigável ou parental;
  • Testador de cartões;
  • Invasão de cadastro.

Você encontra diferentes conteúdos sobre os tipos de fraudes aqui no blog, mas adianto que, em breve e em um novo texto, explicarei melhor sobre cada uma delas. 

Chargeback

Chamamos de chargeback os pedidos que tiveram seus débitos contestados na administradora do cartão de crédito, gerando prejuízo financeiro para a empresa – especialmente e-commerce. 

Mas não é só isso: recentemente, o PIX lançou um recurso que se assemelha muito ao chargeback. Sobre o tema, recomendo a leitura: Mecanismo Especial Devolução no PIX é um novo chargeback?

Antifraude

Antifraude é um sistema especializado em averiguar se a compra realizada na loja virtual é verdadeira ou não. Ou seja, o objetivo do antifraude é identificar as fraudes e gerar maior tranquilidade sobre as vendas. 

O antifraude faz isso utilizando diferentes ferramentas para analisar os dados de cada compra – o que pode ser feito de forma automática ou manual, como te mostro a seguir. 

Antifraude: análise automática

Consiste na validação, via sistema de antifraude, das informações da compra. Na Konduto, os algoritmos de machine learning (que eu te explico a seguir o que é) realizam em menos de 1 segundo a análise de cada transação e emitem uma recomendação: aprovar, negar ou revisar. 

Antifraude: análise manual

É uma análise complementar à automática, onde uma pessoa especializada procura validar informações do comprador. Ou seja, a etapa que vem para resolver as situações que geraram suspeita de fraude.

PLUS: se você quer entender melhor qual tipo de análise é a mais adequada ao seu e-commerce, leia esse texto onde explico tudo o que você precisa saber para escolher um bom antifraude em 2021.

Inteligência artificial

Inteligência artificial diz respeito à capacidade que as máquinas têm de tomarem decisões sem interferência humana direta. Isso significa que, de acordo com a própria base de dados e a combinação interna de elementos, a inteligência artificial analisa situações e toma decisões baseadas na projeção de melhor desempenho possível.

Um dos recursos gerados pela inteligência artificial é o machine learning, o “aprendizado de máquina”. Essa área da ciência da computação consiste em elaborar sistemas capazes de analisar e aprender rapidamente aquilo que os humanos demorariam muito tempo.

No antifraude, inteligência artificial e machine learning andam juntos para identificar comportamentos padrões de uma compra fraudulenta na loja virtual e avisar ao negócio antes que ela seja finalizada. 

Hoje o uso de inteligência artificial é considerado comum e até básico no antifraude, mas não era assim há 7 anos atrás, quando a Konduto foi pioneira mundial no uso de tecnologias de machine learning e monitoramento de comportamento de navegação para combater a fraude on-line.

Comportamento de navegação

Entender como é o comportamento de navegação de uma compra legítima e também de uma transação fraudulenta é fundamental em um antifraude. No vídeo a seguir eu te mostro um exemplo dessa diferença: 

 

No combate à fraude, o comportamento de navegação é verificado tanto nas análises automáticas – utilizando a tecnologia do machine learning para avaliar mais de 4 mil dados de um único pedido, como nas análises manuais – complementares à inteligência artificial. 

SLA

A sigla vem do inglês “Service Level Agreement”, ou seja, “Acordo de Nível de Serviço”. Explicando melhor, trata-se do combinado sobre os tempos de reação e de resolução que a empresa oferece aos clientes.

No segmento de antifraude, o SLA comumente se refere ao tempo de resposta de uma análise de fraude ou parecer sobre um pedido. Tal acordo é muito importante e varia em função do segmento ou tipo de produto. Por exemplo, no caso de um delivery de comida, o SLA é um tempo bem curto. Já se for um e-commerce de livros, o intervalo para a resposta pode ser maior. 

O que mais você precisa saber sobre antifraude

Antes de finalizar a leitura, é importante que você saiba que essas são apenas algumas das expressões mais utilizadas no mercado de antifraude atualmente. Além disso, aqui coloquei definições rápidas e resumidas. Por isso, te dou duas dicas de conteúdos extras:

  • Para se aprofundar mais e estudar sobre o combate à fraude, a dica é continuar no Blog da Konduto e aproveitar os diversos conteúdos que já tem por aqui. 
  • Já para saber das novidades de antifraude no Brasil, recomendo assinar nossa newsletter. Nela você vai receber uma vez por semana as principais notícias do segmento de forma gratuita.  

Ah, e se ficou com alguma dúvida, conte sempre comigo e com o time Konduto. 😉

Stefs Masotti

Autor Stefs Masotti

Olá, eu sou Stefs! 🙃 Com formação em Jornalismo e atuação em Publicidade, minha especialidade é colocar confete nos conteúdos que produzo. Trabalho com marketing digital desde os tempos do Orkut.com e sobrevivi a todas as redes sociais que surgiram desde 2009 (rs).

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